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Kung Fu - A arte marcial do corpo e da mente

Novembro 08, 2007 Por: moynatan Categoria: Gerais Nenhum Comentário →

 Nesta oportunidade, coloco a disposição dos internautas uma excelente entrevista realizada pela Secretaria de Recursos Humanos do Senado Federal, onde o Servidor Kendy Aparecido Osiro fala sobre sua experiência na pratica do Ving Tsun Kung Fu.

A prática da atividade física não é destinada unicamente ao corpo. Em algumas atividades de expressão artística como o Kung Fu também há o desenvolvimento humano. O servidor Kendy Aparecido Osiro, da Secretaria de Recursos Humanos quis conciliar um corpo saudável e uma mente sã e por isso começou a treinar na MOY YAT VING TSUN MARTIAL INTELLIGENCE – sendo o Ving Tsun um dos mais importantes estilos do Kung Fu. “Antes não tinha me identificado com as artes marciais porque muitas academias só visam a luta, sem ensinar uma filosofia de vida”, conta o servidor de ascendência japonesa. Nataniel Rosa, mestre do servidor e responsável pela divulgação da denominação Moy Yat Ving Tsun em Brasília - DF, explica que esta vertente do Kung Fu tem uma preocupação em dar ferramentas para que as pessoas lidem com situações não-previstas, mas sem violência; existe ainda a necessidade de se estender para a conduta os conceitos desenvolvidos nesta arte marcial.
Na MOY YAT VING TSUN, o corpo serve como instrumento de aprendizado, fazendo com que o aluno possa vivenciar fisicamente o desenvolvimento da inteligência estratégica. A técnica é só um dispositivo para o desenvolvimento humano. “As habilidades físicas alcançadas nesta arte estão associadas ao desenvolvimento do individuo como um todo, diz Nataniel Rosa. O mestre comanda o Núcleo de Inteligência Marcial de Brasília, um seleto grupo de praticantes desta modalidade. A exemplo do Kendy, que ingressou no núcleo através de indicação, muitos assim o fizeram.
As sessões de tutoria são individuais para que se possa monitorar o desenvolvimento e identificar as reais necessidades de cada praticante. Nesta linhagem do Kung Fu não há professor e aluno mas sim mestre e discípulo. Pessoas acima de 13 anos podem ingressar na prática tradicional do Sistema Ving Tsun e não é necessário ter um bom preparo físico. Nataniel diz que após esta idade já se têm uma certa maturidade para compreender os conceitos desta filosofia de vida. Entretanto, o Método IMC (Inteligência Marcial para Crianças) foi desenvolvido para os menores de 13 anos, onde se respeita o universo da criança para não tratá-la como um adulto em miniatura. Segundo Nataniel, a arte marcial desenvolve competência emocional e por isso auxilia até nas questões profissionais. “Cada ação deve ser feito com inteligência estratégica. Todo o ser humano possui agressividade dentro de si. Mas nós não podemos confundir agressividade com agressão, sendo que a primeira representa o fogo de nossas paixões e a segunda nossas frustrações jogadas em cima de um terceiro”. Muito desses conceitos são devidos a uma mulher, a chinesa YIM VING TSUN, fundadora do estilo. “A mente feminina está muito presente, como a sensibilidade e percepção”, diz Nataniel. Kendy, além da arte marcial, faz musculação diariamente e tem uma preocupação com a alimentação. “O Kung Fu é mais que exercício físico. É uma oportunidade para equilibrar os pilares da vida que precisam estar bem para uma vida harmônica”, conta. Ele diz que fazer exercícios, diferentemente do que pode significar para muitos, não é um sacrifício. Pelo contrário, já faz parte da sua rotina e só tem proporcionado benefícios para a saúde.